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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Cientistas revelam nova ameaça à Camada de Ozono

Mäyjo, 09.09.09

O óxido nitroso é produzido de forma natural mas também resulta de algumas actividades humanas. Não contemplado no Protocolo de Montreal, a acção deste gás é potenciada pela eliminação dos clorofluorcarbonetos, causando preocupação entre os cientistas.

  

A camada de ozono funciona como uma barreira para a radiação ultravioleta que incide sobre a Terra, protegendo os animais e as plantas. Quando se descobriu que certos químicos como os clorofluorcarbonetos destruíam este filtro vital, havendo já um buraco sobre Antárctida, foram tomadas medidas evitar que o fenómeno se agravasse, tendo sido assinado um tratado global  – o Acordo de Montreal.

 

O acordo regula as emissões de gases que contribuam para a destruição da Camada de Ozono, mas o óxido nitroso não se encontra na lista. Trata-se de um gás libertado de forma natural pela acção de bactérias no solo, cujas emissões são potenciadas pela utilização humana de fertilizantes à base de azoto, do estrume como fertilizante e pela queima de biocombustíveis.

 

Os cientistas da National Oceanic and Atmospheric Administration concluíram recentemente que este gás tem efeitos nocivos sobre a Camada de Ozono. Aparentemente, a integridade da camada tem vindo a melhorar no passado recente, como resultados da redução das emissões de gases como os clorofluorcarbonetos. No entanto, inesperadamente os cientistas concluíram que a diminuição da concentração destes gases também tem efeitos contraproducentes, uma vez que estes inibem a acção destrutiva do ozono por parte do óxido nitroso. Assim, à medida que a sua concentração diminui na atmosfera, a acção destrutiva do óxido nitroso ganha volume.

 

No entanto, há ainda muitas incertezas no que diz respeito à dimensão da nova ameaça. Segundo, A. R. Ravishankara, que liderou o estudo que lançou o alerta e que foi publicado recentemente na Science, “Não nos cabe avaliar dimensão do perigo”, até porque neste momento os cientistas não podem precisar “quanto óxido nitroso vem de onde”.

 

Fonte: The New York Times

 

por: Filipa Alves (31-08-09) in http://naturlink.sapo.pt/